
Falar de juventude na Igreja hoje é, antes de tudo, falar de escuta. Escutar não como quem apenas recolhe dados, mas como quem se dispõe a caminhar junto, discernir e aprender. O Papa Francisco disse que:” a juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo”. É a janela e, por isso, nos impõe grandes desafios. A nossa geração se demonstrará à altura da promessa contida em cada jovem quando souber abrir-lhe espaço.
A evangelização da juventude, sob o olhar da Igreja no Brasil e na América Latina, é guiada pela integração entre o Documento 85 da CNBB (“Evangelização da Juventude”) e o Documento de Aparecida (V Conferência do CELAM). Juntos, eles propõem que o jovem não seja apenas alvo, mas sujeito e protagonista da missão evangelizadora.
Considerar o jovem como lugar teológico é acolher a voz de Deus que fala por ele, A novidade que a cultura juvenil nos apresenta neste momento, portanto, é sua teologia, isto é, o discurso que Deus nos faz através da juventude. (doc. 85)
Em um tempo marcado pela cultura digital, crise de sentido, fragilidades emocionais e novas formas de viver a fé, a Igreja é chamada a ser casa que acolhe, escola de discernimento e comunidade enviada. O Setor Juventude, ao se definir como espaço aberto a todas as expressões juvenis, traduz isso na prática: jovens diferentes, com histórias e linguagens distintas, aprendendo a caminhar juntos, sem apagar identidades, mas fortalecendo a comunhão.

Buscando responder a este apelo da Igreja por meio de seus documentos, e em comunhão com 9º plano pastoral de nossa Diocese, nossa comunidade paroquial vem se organizando para fortalecer o trabalho com as juventudes e, talvez o grande convite que emerge desse processo seja este: confiar nos jovens, caminhar com eles e permitir que, também através deles, o Espírito continue renovando a Igreja.
“Ei! Juventude! Rosto do mundo
Teu dinamismo logo encanta quem te vê
A liberdade aposta tudo
Não perde nada na certeza de vencer”. (Coração livre- PJE – Notre Dame)
Texto elaborado pelo paroquiano
Luis Alencar
