
Mosaico Ópera de Paris
O mosaico é uma expressão artística milenar que possibilita levar a arte para pisos, pavimentos, paredes, painéis, quadros e esculturas.
Os materiais e técnicas utilizadas conferem ao mosaico texturas, brilho e resistência, e seu uso se aplica tanto nas áreas internas quanto externas.
Assim como as demais artes, o mosaico atravessou pelos períodos clássico, bizantino, moderno e contemporâneo e é executado atualmente em todas estas técnicas, a depender das necessidades do projeto.
Originalmente os mosaicos greco-romano abrangem o período que vai do Séc V a.C ao Séc V. d.C com a característica de tesselas em mármore cortadas em pequenos cubos revestindo os pisos com imagens rotineiras da época, mitológicas e geométricas nas vilas, palácios imperiais e termas principalmente.
Com a difusão do Cristianismo em 313 d.C., e com a consequente construção de edifícios de culto, a representação de motivos sacros passam a ter predileção. Os mosaicos saem do pavimento e vão para as paredes e cúpulas, assim se inicia o período do mosaico Bizantino onde cores e brilhos são introduzidos na arte com a utilização do smalti (pasta vítrea) e ouro reproduzindo imagens sacras, religiosas com cenas do Velho e Novo Testamento, além de motivos decorativos.
Do sec. XV ao sec. XIX tivemos dois grandes marcos na arte do mosaico; o primeiro foi nos anos 1.500 d.c. em Roma com o Estudio de Mosaico do Vaticano que passaram a reproduzir os quadros das coleções vaticanas, ameaçados pela umidade, com a técnica do micromosaico e mosaico minuto e para alcançar a perfeição das pinturas foi desenvolvido o smalto filatto, bastões muito finos feitos com o smalto.
A segunda revolução no mosaico foi em 1.867 com o encontro do arquiteto Charles Garnier e o mosaicista Giandomenico Facchina para a realização do grandioso projeto da Ópera de Paris. Para que a obra fosse realizada em um tempo recorde, Facchina desenvolveu uma técnica onde o mosaico poderia ser produzido em diversos laboratórios (ateliês) para depois ser instalado no local, esta técnica foi chamada de método indireto.
A partir do sec. XIX até os dias atuais temos o mosaico moderno e contemporâneo onde diversos materiais foram introduzidos na arte como os azulejos, pastilhas de vidros, cerâmicas, louças, vidros… Passamos a presenciar os mosaicos nas fachadas dos edifícios, soluções de design, peças decorativas bi e tridimensionais, esculturas, soluções de mobílias como tampos de mesas.
Por ser uma arte perene, o mosaico clássico está presente até os dias de hoje sendo uma surpresa a cada descoberta de obras milenares encontradas nas escavações de Roma, não é à toa que muitos chamam o mosaico de “pintura para a eternidade”
Esperamos que tenham gostado de conhecer um pouco da história do mosaico.
Cristina Passaretti, Regina Shahini e Simone Berton
